Monday, September 21, 2009

Happy birthday to "our" man

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you
If you want a partner
Take my hand
Or if you want to strike me down in anger
Here I stand
I'm your man

If you want a boxer
I will step into the ring for you
And if you want a doctor
I'll examine every inch of you
If you want a driver
Climb inside
Or if you want to take me for a ride
You know you can
I'm your man

Ah, the moon's too bright
The chain's too tight
The beast won't go to sleep
I've been running through these promises to you
That I made and I could not keep
Ah but a man never got a woman back
Not by begging on his knees
Or I'd crawl to you baby
And I'd fall at your feet
And I'd howl at your beauty
Like a dog in heat
And I'd claw at your heart
And I'd tear at your shee
tI'd say please, please
I'm your man

And if you've got to sleep
A moment on the road
I will steer for you
And if you want to work the street alone
I'll disappear for you
If you want a father for your child
Or only want to walk with me a while
Across the sand
I'm your man

If you want a lover
I'll do anything you ask me to
And if you want another kind of love
I'll wear a mask for you

Leonard Cohen

Thursday, September 03, 2009

I hate it when life gets hard

“No true fiasco ever began as a quest for mere adequacy. A motto of the British Special Air Force is: 'Those who risk, win.' A single green vine shoot is able to grow through cement. The Pacific Northwestern salmon beats itself bloody on it's quest to travel hundreds of miles upstream against the current, with a single purpose, sex of course, but also... life”

Elizabethtown

We fight for meaning, all the time

Ninguém disse que ia ser fácil…
Mas quando voluntária e deliberadamente criamos obstáculos no caminho, começamos a perder o rumo.
Não podemos fazer tudo depender das grandes decisões.
Há pequenos passos que nos mudam.
Há decisões minúsculas com que nem sequer nos debatemos e, essas sim, implicam e vincam.

Nunca pensaram “Queria parar de crescer?”
O emprego que nunca é suficiente
A cidade que nunca nos dá tudo o que queremos
A vontade de mudar latente, constante
As pessoas que deixamos para trás
Aquelas que decidem para além de nós

Perdida?! Sim…
Sempre soube muito bem o que queria.
Perdi-me nas prioridades.

Queria que a vontade fosse leme.
Mas o que fazer quando já nem a vontade conhecemos?
Sei que quero agarrar a vida.
Desconheço como.

Tuesday, June 16, 2009

Now what?

Vontade de ser diferente.
Ver-me outra.

Parece que vivo de trás para a frente.
Sei onde estou, mas não faço ideia de onde quero chegar.
Sei onde me sinto, sei onde pertenci, sei o que me fez chegar aqui.
E agora?

Sempre acreditei que aos 25 anos ia ter tudo muito claro.
Não “the whole picture”, mas segura dos passos momentâneos.
É tudo demasiado repentino, demasiado pequeno, demasiado acelerado.

Não tenho tempo para respirar e ouvir-me “este momento é meu, let me enjoy it”.

Corro sempre. A cabeça corre sempre.
Está antes, depois e adiante. E o que é mais assustador, o antes, o depois e o adiante acontecem todos simultaneamente.

Estou sempre noutro sítio que não aqui.
Não por vontade de fugir do momento, mas por incapacidade de o agarrar.

Queria ser inteira.
Now what?

Friday, June 05, 2009

Madrid revisited

At last, vou rever a minha cidade Erasmus.

Saudades, saudades, saudades...

Prometo ter muuuuito para contar quando voltar.

See you in a week *

Wednesday, May 27, 2009

Why not?

A escrita sempre foi um refúgio.
A minha neverland, parafraseando JM Barie.

Escrever é um acto isolado,
Mas é criação para a partilha.

(e é, sempre foi, um sonho bem declarado)

Aventurei-me esta semana na pesquisa de uma tal ESTC.

Após anúncio visto e revisto na televisão, quis saber do que se tratava.

Para os mais curiosos e/ou desinformados, ESTC é a Escola Superior de Teatro e Cinema.
E por onde é que ela pára?
Lisboa, claro está!

Descobri uma pedra preciosa: Mestrado em Narrativas Cinematográficas.
E, apesar da exorbitância que exigem, ganhei um sonho mais palpável.
Requisito de entrada: ter licenciatura em qualquer ciência humana / social.
Psicologia aplica-se, certo?

Talvez um dia, quem sabe…
I need a change, right?

Tuesday, May 26, 2009

I (really) need a change

Se uma gaivota viesse
Trazer-me o céu de lisboa
No desenho que fizesse,
Nesse céu onde o olhar
É uma asa que não voa,
Esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
Dos sete mares andarilho,
Fosse quem sabe o primeiro
A contar-me o que inventasse,
Se um olhar de novo brilho
No meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
No meu peito bateria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde cabia
Perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
As aves todas do céu,
Me dessem na despedida
O teu olhar derradeiro,
Esse olhar que era só teu,
Amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
No meu peito morreria,
Meu amor na tua mão,
Nessa mão onde perfeito
Bateu o meu coração.

Monday, May 11, 2009

i am mine

I know i was born and i know that i’ll die
The in between is mine
I am mine.


Tenho muitas vezes a sensação que perco este controlo,
Que não sou minha tanto quanto gostaria.
Nem sempre resulta tomar decisões.
Dizer “foi escolha minha”.
Bater o pé, espernear, chorar, gritar.
Pode não ser a decisão certa, ainda que a tomemos com convicção.

E, verdade seja dita, nunca sei muito bem o que quero.

Quero viver… Ok, mas até aí estamos todos de acordo.
Como? Cada vez sei menos…
Não resulta viver cada dia como se fosse o último.
Sempre achei que a lógica seria viver cada dia por si.
Mas ultimamente “cada dia” não é suficiente para encher.
E eu gosto pouco de doses de realidade.
Quando baixo os pés à terra, os passos começam a doer.
E a toda a hora a minha cabeça repete: “vive, merda!”
Possibilidades infinitas, eu sei.

E para dar a mão à palmatória àquele que me chama “filmática”, vou recorrer ao meu diálogo preferido do Six Feet Under (obrigada, N., por me fazeres recordar):

You're not even grateful, are you?
Grateful? For the worst fucking experience of my life?
You hang onto your pain like it means something, like it's worth something - well let me tell you, it's not worth shit. Let it go. Infinite possibilities and all he can do is whine.
Well, what am I supposed to do?
What do you think? You can do anything, you lucky bastard, you're alive! What's a little pain compared to that?
It can't be so simple.
What if it is?

Às vezes, precisamos de perspectiva.